Espondilolistese é o ato de uma vértebra deslizar para frente sobre a outra logo abaixo. Ao longo do tempo, contudo, esta condição leva o indivíduo a uma maior propensão de alterações posturais. Neste caso, o paciente passa a apresentar dor lombar e nas pernas, sensação de formigamento, bem como espasmos e outros sintomas. Vale salientar que também há casos assintomáticos.
O fator mais comum de desenvolvimento da doença é a fratura óssea na região responsável por suportar a coluna, conhecida como “pars interarticularis”, caracterizando o quadro de espondilolistese ístmica. Quando a condição é decorrente do desgaste articular em virtude do passar do tempo, esta é chamada de “espondilolistese degenerativa”.
Em geral, o surgimento da doença ocorre nas vértebras lombares, compreendidas na coluna vertebral. Isso acontece pelo fato da região ser mais exposta a ações para direcionamento do corpo, envolvendo torções e flexões.
É importante pontuar que a coluna lombar, além de suportar o peso do corpo, também é movimentada para direções diversas quando o indivíduo se movimenta. Desse modo, a tensão realizada nas vértebras e nas demais estruturas de suporte pode ocasionar espondilolistese quando algum mecanismo de estabilização da região apresentar falha.
A espondilolistese pode se apresentar de seis formas diferentes. Confira:
Condição na qual a vértebra da coluna desliza ou escorrega
O percentual de escorregamento vertebral é que determinará o grau da doença. Com isso, há cinco graus que classificam cada tipo de espondilolistese:
Em se tratando do grau IV, a doença se apresenta em sua forma mais grave, sendo chamada de “espondiloptose”. Neste caso, a vértebra superior cai inteiramente na frente da vértebra situada logo abaixo.
Embora alguns indivíduos não apresentem nenhum tipo de sintoma, grande parte dos pacientes com espondilolistese costuma apresentar os sintomas abaixo relacionados:
O especialista em coluna avaliará o paciente com o objetivo de compreender as causas da doença, bem como o grau em que esta se encontra. Para isso, o médico poderá se valer de uma série de testes específicos.
Alguns exames de imagem costumam ser solicitados para elucidação diagnóstica. Dessa maneira, o especialista poderá determinar o tratamento que melhor se aplica a cada caso.
Dentre os exames mais solicitados, estão as radiografias simples, que são capazes de demonstrar a existência de espondilolistese. Caso o paciente apresente a condição associada a outras doenças, tomografia computadorizada e ressonância magnética poderão ser solicitadas.
Se o caso for assintomático, medidas como correção postural, assim como determinadas atividades físicas para fortalecer o abdômen e a musculatura poderão melhorar a condição.
Caso o paciente sinta dores lombares ou que sejam irradiadas para membros, poderá ser preciso que seja submetido a um tratamento mais intenso.
Procedimentos cirúrgicos costumam ser indicados pelo médico para determinados casos, como aqueles que não respondem bem ao tratamento conservador. Para estes casos, um tipo de cirurgia que poderá ser empregado é a artrodese, que consiste na fusão vertebral da coluna.
Para casos em que o paciente apresente muitas dores, bem como desvio postural, o especialista poderá indicar tratamento fisioterápico com o objetivo de atenuar o quadro.
Infiltrações ou bloqueios na coluna poderão ser realizados pelo profissional, tratando-se de procedimentos considerados minimamente invasivos. Nesta abordagem, além da redução das dores, observa-se que poderá ocorrer reabilitação mais rápida do paciente, pois confere melhor fortalecimento muscular da área afetada.
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